Nascemos e morremos sozinhos. O que fazer então no meio do caminho?

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Foto: Nathan Dumlao | unsplash.com/@nate_dumlao
por Thayse Jorge

Nascemos e morremos sozinhos.
O que fazer então no meio do caminho? 

Por mais que tenhamos nossa família inteira ao nosso lado no momento de nossa morte só podemos fazer essa travessia sozinhos. Mesmo que tenhamos fé inabalável, precisamos nos deparar com esse momento da passagem quer  seja mais ou menos angustiante para cada um por conta própria. O próprio Jesus quis ser poupado desse momento de passagem. O que diria nós humanos? O sofrimento e a angústia que derivam disso é enorme para alguma pessoas. O medo da morte os paralisa de viver a própria vida.

Essa realidade que não pode ser mudada, inexpugnável, é uma das causas do desamparo do ser humano.

Fonte de tanta inquietude e angústia existencial. Freud dizia: "Se quiseres poder suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte".

É o assunto, a pedra mestra de que falam filósofos e os teólogos, a psicologia, e a obra dos poetas.
Tudo se apoia nesse frágil equilíbrio que o homem tem dele e da importância de seu papel no mundo.

O enfrentamento perante a morte é um dos passos principais para o amadurecimento pessoal. Sabendo que vamos de fato morrer e não varrermos isso para debaixo do tapete nos deixa com a pergunta realmente importante: O que você vai fazer com a sua vida? 
Vai jogá-la fora? Desperdiçar em trivialidades? Se matar aos poucos com excessos e o lento suicídio dos vícios? 

Meditar sobre a morte é o que nos faz levar a vida mais a sério. Compreender que estamos aqui para algo além de nós mesmos, dar o nosso melhor sempre em tudo que fazemos e para todos.
Porque o fazemos aqui importa.



Se o que você escolhe fazer nessa vida não tem valor diante da morte então você está se fazendo as perguntas erradas e vivendo de modo displicente.

E o que pode ter valor diante da morte?

O bem que fazemos,
E o mal que não causamos.
Simples assim.

Cultivar suas virtudes
Independente da sua fé,
Os que vivem só para si mesmos nunca vão sentir paz e alegria.

Viver é aceitar o sofrimento inevitável da vida, ter um ideal e amar as pessoas.
Fazer a diferença na vida de alguém é o que vale no fim das contas.
O pensamento egoísta só leva ao desespero existencial.
A transcendência vem do amor.


Thayse Jorge é Psicóloga, escritora e mantém o podcast Diálogos do Coração.

Instagram: @psicologa_thaysejorge

Link para o Podcast: https://open.spotify.com/show/2Co7T2O9WsHY2SFKJoKrWK?si=KWu72PvKRd-ovoKpE_BIzA